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Análise sobre Cavaleiros do Zodíaco - da série clássica à Ômega

Olha...
Eu vou falar com sinceridade, por ser apaixonada por CDZ desde a década de 90.

Minha primeira reação: Preconceito.

Está na cara... Omega começa cheio de ternura, mais "leve" (coloco aspas mesmo), com temas que abordam ainda mais a amizade, o amor ao próximo e próprio, objetivamente, não como a série clássica, que era subjetivo, dosando as cenas mais pesadas de lutas e batalhas sangrentas, as disputas do "eu quero ser", "eu vou ser", "eu vou conseguir, não importa quantas vezes eu caia...". Talvez porque na série clássica, tudo estava surgindo, era novidade (1986), migrou do papel, dos mangás (para quem não sabe); Kurumada e equipe estavam prospectando fans, MENINOS, claro, que gostassem de lutas e tals.

Porém, é fácil notar as mudanças estilo da animação/traço das primeiras temporadas Guerra Galáctica para Doze Casas para Asgard para The Lost Canvas e assim por diante. O traço foi ficando mais arredondado, menos agressivo, e o que não se notava tanto, que eram as mensagens de a amizade, o amor ao próximo e próprio, ficava em primeiro lugar no contexto, em cada episódio, na conclusão de cada batalha, dando "forma" no jeito de ser de cada Cavaleiro que luta ao lado de Atena, para protegê-la, por amor a ela (Saori lindaa *____*).

Penso eu, que num determinado momento, a equipe notou a quantidade de fans MENINAS. Como pode se manter um produto no mercado sem as pesquisas de público
alvo, preferência, etc? Daí, meu palpite desse arredondamento nos traços do anime e a inclusão de um contexto mais emocional na saga Cavaleiros do Zodíado. Houve também uma demora na produção da continuação das sagas, de 1989, voltou em 2002, a descontinuação de The Lost Canvas, que não vou discutir porque não tenho informações necessárias para isso.

Ok! Então, CDZ - Omega chega com novos cavaleiros de bronze lutando por Atena.
Aaaaahhh... =/

E nossa identificação e paixão pelos personagens?
Quem é esse fedelho de nome Kouga que é a caaaaraa do Seiya, senão filho dela com a
Saori? (rs...) E essa menina que é a cara do Hyoga? Águia ainda... E o filho do Shiryu com a Shunrei, Ryuho, que tem personalidade parecida com o Shun? E esse Haruto, que é tão distante e independente quanto o Ikki? E o Souma.. leão? Leão é cavaleiro de ouro e de preferência o Aioria...

Parei nesse feriado para assistir aos episódios de CDZ - Ômega - http://www.animesfox-br.org/2012/04/saint-seiya-omega-episodios.html - e tirar minhas conclusões, sem preconceito.


Minha segunda reação: Amor =)

É muito amor essa série, gente! Fiquei completamente apaixonada com a importância que muita coisa parecida com a primeira série, claro, acho que não quiseram fugir do contexto, acaba sendo parecido, eles se conhecendo, lutando entre si, conhecendo os próprios poderes, as histórias pessoais de cada um, a batalha nas Doze Casas, conhecendo o sétimo sentido, etc. O traço está muito mais emocional e há uma preocupação em estar na mesma energia dessa geração Y, fans super geeks, meio andrógena, colorida, falante, cosplayers, extremamente confiantes. E analisando a quantidade de fans meninas, por que não incluir mais personagens femininas? Geração que cresceu com Harry Potter. Os primeiros episódios achei muito semelhante a escola Hogwarts misturada com a escola do professor Xavier de mutantes, mas com a cara de CDZ =D.

Meu entusiasmo com o passar dos episódios, encontrar personagens clássicos: Seiya ao lado de Athena como cavaleiro de Sagistário, Shun vivendo numa vila, solitário, ajudando pessoas, Hyoga misterioso sempre, escondido nas montanhas de gelo, o Shiryuuu - lindooo *___* - fazendo o papel do mestre ancião, sentado na pedra dos picos antigos, meditando e queimando seu cosmo, o Kiki no lugar do Mu de Áries - que fofooo, algumas ceninhas de carinho entre Seiya e Saori, a amazona Shina, o Tatsumi velho, e o retardado do Ichi de Hydra que arranca boas gargalhadas ao logo da Saga.

Na segunda Saga - Deusa Pallas irmã de Atena, eu começo a me sentir em casa. A armadura dos cavaleiros de Bronze volta a ser guardada na caixa carregada nas costas e não mais nos cristais de amuletos. Episódios mais agressivos, afinal, eles estão mais fortes =) Estou para assistir o episódio 60. Vamos ver como vai se desenrolar. Está me trazendo boas recordações da saga de Asgard e Hilda com seu anel nibelundo. Estou gostando ^.^

Abaixo, a abertura em português que ainda não tem data para ir ao ar, mas que já estão sendo feitas as dublagens. Ouvi numa entrevista com o Hermes Baroli - Seiya e agora diretor da dublagem brasileira, que já tem mais de 20 capítulos prontos e que será lançado este ano diretamente para o mercado de home video pela PlayArte.

Ansiosa ^_^

MM.

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